sábado, 25 de setembro de 2010

Quando a chuva atrapalha


Que fazer com a impressão de que meus pilares não fazem parte de mim?
Com essa inspiração latina, que remete a tempos remotos?
Lembranças com cheiro, desejos inatos e a raiva que é característica
Raiva rara, perdida, longe, não tida
Não ter o que não se sabe ficar sem
Coisas nas entrelinhas
O tagarela subentendido
A pornografia virginal da imaginação
Me encontrar no que não procuro
Juntar o desconexo com as gotas de chuva
Atrapalhar os pingos de solidão, evaporar
Pecados escritos na pele-papel-carne
Velocidade do eterno passageiro, sólido e firmado
Um dia, quem sabe?...

Nenhum comentário:

Postar um comentário