segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Entrada de pernas pro ar


Ressaca moral mais uma vez castiga, traz rugas
Uma loucura na estreia do ano
Insano no primeiro dia, mas na espera de lucidez nos demais
Falei palavras que não lembro
Machuquei quem não merece
Vultos de choro, vergonha minha
Depois da briga, beijos, toques, prazeres
O ato consumado ao mesmo tempo
Na sala e no quarto dois casais iguais
Surpresa, sem esperar, sem prever
Tudo começou na areia de olho pro mar
O que será agora?
O que vira agora?
O que fazer agora?
Tudo vai se encaixar, tudo ficará bem
Sem presa, na manha
O que for pra ser vai acontecer
Quem quer que seja
Depois da ressaca as coisas ficam mais claras
A cabeça deixa de girar e retoma os pensamentos
Volta a pensar normal, a fazer seus julgamentos
A fixa cai de verdade e ai percebe-se
Os erros cometidos, as oportunidades aproveitadas
Elas não podemos deixar passar
Aprendi essa arte com um grande-amigo-malandro-esperto
O dia passou, as coisas já aconteceram, foram feitas
Agora estou com a ressaca moral
E com os pensamentos sem outro local...

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